Eu gosto de mandar, mas de certo modo também gosto de ser mandada. Contraditório? Talvez.
O que eu quero dizer é que não me importo de receber diretrizes, desde que venha da pessoa certa.
"Tanto faz" talvez seja a expressão que eu mais use, pois nos meus ataques de autista-relapsa eu sou completamente indiferente à perguntas do tipo: "Em que mesa você quer sentar?", tanto faz, é sempre essa a minha resposta porque, a não ser que a mesa fique embaixo de uma goteira, eu não vou me importar nem um pouquinho com ela. Será mais uma mesa dentre tantas outras, afinal ela não me cativou, o que não permite que eu sinta necessidade dela e ela de mim ... (e Pequeno Príncipe mexe com a gente).
Por outro lado, fico extremamente indignada com "falsos líderes", pessoas que SÓ sabem delegar tarefas, pessoas que analisam tudo de cima, que não participam ou que nunca participaram das tarefas, dos valores, da filosofia que delegam aos outros. Comodismo ou apenas hipocrisia? Não sei. Mas eu quero receber diretrizes de alguém que conhece o caminho, que já passou por ele, que conhece as pedras que possam existir e que me ajude nos obstáculos. Isso é um líder. Não alguém que chegou ao seu destino de helicóptero, bebendo um vinho caro, com gogoboys/girls ao seu dispor e que apenas diga: "Você tem que chegar a tal lugar." não importando se pra isso você tenha que passar por um lago cheio de crocodilos, piranhas sanguinárias, insetos exóticos que fazem um estrago em pessoas alérgicas, se você vai sofrer insolação, se vai dormir mal, se vai comer mal...o importante é cumprir a missão, pois manda quem pode (não quem merece) e obedece quem tem juízo (ou quem é educado demais pra mandar esses "líderes" pra puta que pariu...).
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